domingo, 11 de janeiro de 2026

Opressão... Tem fim?

 

Opressão… Tem fim?

O mundo vive um tempo de opressão! Há incidência do indivíduo sobre si mesmo; há a de um indivíduo sobre outro e sobre outros; existe a de governos sobre nações; e a de sistemas inominados que oprimem de forma generalizada.

As lideranças no mundo, com raríssimas exceções, são opressoras. São exercidas por forças econômicas, políticas e ideologias — geralmente as mais esdrúxulas, baseadas no “eu quero” e no “eu acho…” —, além das teocracias. 

A sociedade mundial vive um mal crônico, sendo que, em alguma parte desse organismo incomensurável, existe uma pústula alimentada por uma ideia exclusivista, que busca atender a interesses egoísticos de um certo número de indivíduos, em detrimento dos demais. Isso contamina o tecido social, levando ao sofrimento um grande contingente de pessoas, pela influência maléfica de seus efeitos, que apenas satisfazem os seus implementadores e sequazes.

O Governador do mundo, o Único que tem todos os poderes e não oprime ninguém, quando ombreou com o homem de carne, há mais de dois mil anos, ensinou: “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.” (Mateus 5:39). 

Analisar o ensinamento acima com uma visão materialista e imediatista pode levar a um entendimento de fraqueza diante de tal situação; no entanto, ali não se fala de exposição física, e sim de uma atitude íntima de compreensão, no seguinte sentido: aqueles que se impõem pela força e oprimem estão muito distantes de se libertarem do egocentrismo. Já aqueles que assim compreendem estão no caminho da própria libertação.

A opressão, nas suas mais variadas formas, pode ser comparada a um incêndio alimentado por combustível emocional de péssima qualidade, originário de uma fonte espiritual comprometida pelo egoísmo e por demais interesses morais subalternos. Esse combustível adulterado tem duração apenas até que a fonte que o emite se renove. Seus efeitos são tão tenazes que fazem com que o seu responsável chegue a não se suportar, tais os sofrimentos que surgem com os males gerados pela opressão que impõem e que ressoam sobre si mesmo.  

A partir desse estado, inicia-se a mudança da mente opressora: surge o remorso pelo que não deveria ter sido feito; depois, o arrependimento; caminha-se no tempo, por renascimentos expiatórios e de provas, até alinhar-se à compreensão da “outra face”.

A opressão é o mal do homem mau. O homem é um espírito reencarnado; portanto, um Espírito ainda imperfeito.

Jesus Cristo não veio ao mundo para ensinar anjos; veio para retirar o mal existente pela ignorância e pelo egoísmo prevalentes em grande parte dos seres humanos, que ainda preferem a imposição pela força, em vez da conquista pelo amor. É preciso muita coragem para oferecer a outra face; somente quem se conhece e respeita as Leis Divinas é capaz disso, pois tal atitude exige renúncia, humildade e conhecimento da vida futura — a vida pelos tempos sem fim.

A opressão na Terra sempre existiu. É fruto da qualidade moral de muitos dos Espíritos que aqui vivem. Grande parte dos que são oprimidos também oprime. Forma-se, assim, um círculo vicioso, no qual se reincide. Somente a educação moral do Espírito é capaz de amenizar tal situação, porque neutraliza, no nascedouro, o combustível egoístico.

O Evangelho de Jesus é o grande norteador moral do ser humano, quando há interesse no aprendizado e na aplicação em sua própria transformação. Trata-se do grande modificador do indivíduo e, por consequência, da humanidade.

Quem se ama é moralmente livre e liberta de quaisquer amarras a todos que o cercam.

Quem se ama, ama o próximo; assim, ama a Deus.

Jesus Cristo foi o grande exemplo: amou a todos e dedicou toda a sua vida ao Senhor, o Criador de todas as coisas.

Opressão, jamais!

                                       Dorival da Silva

Nota: As obras básicas da Doutrina Espírita (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, e A Gênese) podem ser baixadas gratuitamente do sítio da Federação Espírita Brasileira (FEB), através do endereço eletrônico abaixo:  

sábado, 3 de janeiro de 2026

Candeia sobre o candeeiro!

                                       Candeia sobre o candeeiro! 

Embora as claridades da Tecnologia, as luzes das Ciências os faróis da Astronomia — que alcançam sóis e novos mundos no Universo — não conseguem iluminar a maioria dos Espíritos humanos  

Em tudo há sempre um foco objetivando mostrar algo de um indivíduoou de alguma coisa qualquer — animada ou inanimada —, ou ainda de um fato, sempre pela sua exterioridadeAinda que se busquem aprofundar pesquisas, esmiuçando o foco de referência, assim mesmo não se foge à exterioridade.   

Todos os avanços científicos e tecnológicos, que sobrepõem os limites de ontem  relevantes e de grande importância para os habitantes da Terra — ressaltam os préstimos econômicos e o conforto para a vida de muitos. No entanto, não proporcionam as mesmas condições para a promoção do que é mais essencial para o ser humano: compreender as razões verdadeiras dexistência de todos esses esforços; entender, também, as razões da temporariedade das vidas e os multiformes modos de viver.  

Há dores físicas e dores morais. Uma parcela pequena da população desfruta de muito conforto; a outra parte vai da miséria absoluta até um degrau social denominado classe média. É preciso considerar que a base da pirâmide social é sustentada por carências de todas as ordens. Aí se encontra a maior parte das pessoas do mundo. Importa compreender que pessoas são Espíritos encarnados.  

Razão por que Jesus Cristo ensinou sobre colocar a candeia no candeeiroÉ imprescindível colocar os talentos a serviço das pessoas, e não somente a serviço dos interesses econômicos e dos poderes governamentais — estes, geralmente, para manter suas hegemoniassufocam os mais fracos, fazendo grassar os sofrimentos e privilegiando uma minoria exclusivista. 

Amar o próximo como a ti mesmo” é o parâmetro. Todo desenvolvimento econômico, científico e tecnológico precisa ser direcionado pensado na melhoria espiritual das pessoas, com consciência geral de que toda a população, mesmo após a morte de cada personalidade, permanecerá na vida espiritual. Certamente em escalas diversas, podendo muitos dos paupérrimos de agora estarem colocados em patamar superior àqueles que hoje se encontram em posição de maior relevância. A questão é moral e espiritual, visto que as normas vigentes na vida material não são as mesmas no plano dos desencarnados 

No andar das gerações, todos retornaremos à vida em um corpo novo, conforme as necessidades e os planejamentos personalizados, em circunstâncias e situações que sejam as melhores para a nossa evolução.   Tendo por base inúmeras mensagens espirituais psicografadas por Espíritos orientadores da Humanidade, compreende-se que, no futuro, nem todos conseguirão reencarnar nas mesmas condições sociais que vivenciam na presente existência, pois isso dependerá da forma como cada um participou desta vida e de qual foi a sua contribuição em favor da coletividade.   

Grande parte dos indivíduos optou por usufruir e gozar todas as possibilidades de modo egoístico, não se importando com os demais conviventes de seu tempo, ignorando a necessidade do retorno em um novo tempo de experiências, quando encontrará benefícios ou escassez resultantes de seus próprios feitos. Não há do que reclamar: sempre reencontraremo em nova existência  o meio social que ajudamos construir. Não é difícil observar os bolsões de pobreza em sociedades consideradas progressistas e até avançadas nas questões econômicas e culturais…   Muitos que hoje vivem o pauperismo, em outros tempos foram abastados, certamente useiros e vezeiros em não se importar com os mais simples socialmente fragilizados.  

A “Candeia sobre candeeiro” tem muitos significados; podemos, ao menos, escolher um deles: esparramar as luzes da esperançaQuanto as pessoas denominadas ricas desperdiçam recursos financeiros com descuidos ou imprevidênciaslançando riquezas à inutilidade? Quantos luxos desnecessários e inúteisSão indivíduos dominados pelo egoísmo, que não percebem que suas sobras ou desperdícios poderiam representar, para uma população carente  quando adequadamente empregados trabalho que dignifica a vida, saúde, educação e inclusão social ascendente.  

Em existências futuras, aqueles que hoje, abastados, fecham os olhos à carência social  quando não são os próprios geradores de misérias ou alimentadores da pobreza em função de seus interesses econômicos  terão a possibilidade de vivenciar experiências semelhantes de escassez, em virtude do despertamento de suas consciências, que acordam desejosas de remissão.  

A consciência, por mais bruta que seja, aquela que nada vê além de seus interesses egoísticos, não dorme para sempre. Em um instante inopinado, às vezes diante de grande dor moral ou de profunda frustração de seus interesses, ela acordainteirando-se da dimensão das responsabilidades que lhe pesam, não enxergando outro caminho senão solucioná-las.  

A candeia acesa sobre o candeeiro é foco de esperança e transformação de muitas vidas, sendo um grande investimento espiritual que proporciona paz e felicidade pela eternidade. Tal orientação vem do próprio senhor Jesus Cristo (Mateus 5:15; Marcos 4:21; Lucas 8:16; Lucas 11:33).

Que saibamos iluminar a nossa vida! 

                                Dorival da Silva. 

Nota: As obras básicas da Doutrina Espírita (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, e A Gênese) podem ser baixadas gratuitamente do sítio da Federação Espírita Brasileira (FEB), através do endereço eletrônico abaixo: