quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O Espiritismo responde

O Espiritismo responde
Ano 7 - N° 329 - 15 de Setembro de 2013
ASTOLFO O. DE OLIVEIRA FILHO
aoofilho@oconsolador.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)

BLOG
ESPIRITISMO SÉCULO XXI

 Mensagem extraída do endereço:

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Uma leitora diz-nos o seguinte: “Vamos supor que uma pessoa morre no seio de uma determinada família, onde foi pai, avô, irmão, marido, mulher, irmã... Anos depois, reencarna e volta em outro corpo e para outra família. Mas, a primeira família ainda existe. Se for evocado por alguém dessa primeira família, o Espírito pode aparecer com a aparência anterior, mesmo estando reencarnado e, portanto, com outra aparência?”

Pelo que entendemos, a resposta é sim.

Um exemplo disso é descrito no cap. 48 do livro “Nosso Lar”, em que D. Laura, em seus preparativos para uma nova reencarnação, recebe em visita o Espírito do seu esposo Ricardo. Ele estava reencarnado e era uma criança quando o fato se deu.

Eis como André Luiz descreveu esse encontro:
“Às derradeiras notas da bela composição, notei que o globo se cobria, interiormente, de substância leitoso-acinzentada, apresentando, logo em seguida, a figura simpática de um homem na idade madura. Era Ricardo.
Impossível descrever a sagrada emoção da família, dirigindo-lhe amorosas saudações.
O recém-chegado, após falar particularmente à companheira e aos filhos, fixou o olhar amigo em nós outros, pedindo fosse repetida a suave canção filial, que ouviu banhado em lágrimas. Quando se calaram as últimas notas, falou comovidamente:
– Oh! meus filhos, como é grande a bondade de Jesus, que nos aureolou o culto doméstico do Evangelho com as supremas alegrias desta noite! Nesta sala temos procurado, juntos, o caminho das esferas superiores; muitas vezes recebemos o pão espiritual da vida e é, ainda aqui, que nos reencontramos para o estímulo santo. Como sou feliz!
A senhora Laura chorava discretamente. Lísias e as irmãs tinham os olhos marejados de pranto. Percebi que o recém-chegado não falava com espontaneidade e não podia dispor de muito tempo entre nós.” 

*

O fato que descrevemos não é algo inusitado ou excepcional.
Conforme as experiências realizadas pelos cientistas franceses Pierre Janet, Pitres, Bourru e Burot, tudo o que vivenciamos deixa em nós um traço indelével e a subconsciência registra sempre os estados mentais e os associa indissoluvelmente aos estados fisiológicos contemporâneos.
Descobriu-se desse modo, graças às experiências de “regressão de memória”, que toda vez que a memória regride ao passado reproduzem-se o “estado psicológico” e também o “estado fisiológico” correspondentes.
Em obras escritas por André Luiz como por Manoel Philomeno de Miranda, é comum verificar que os desencarnados, quando se reúnem para resolver pendências pretéritas, assumem a personalidade da época revivida e retomam a aparência correspondente, tal como se deu com Ricardo, que, embora criança na existência atual, apareceu na casa de D. Laura com aparência de um homem na idade madura e falou aos seus filhos como o velho pai que eles conheceram no passado.

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A matéria acima, copiada da Revista Eletrônica "O Consolador", onde o confrade Astolfo apresenta resposta a questionamento que é comum entre as pessoas que fazem reflexão sobre a vida, a vida depois desta vida, sobre a reencarnação e a comunicação dos Espíritos, que podem estar no plano espiritual ou vivendo em um corpo físico, mesmo na condição de criança. Conforme Allan Kardec, "a Doutrina Espírita é uma ciência séria, para pessoas sérias". E como toda ciência exige estudo, não é diferente com a Doutrina Espírita, que oferece elementos para muito estudo, pois transcende os limites das coisas materiais. 

Dorival da Silva