Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador liberdade. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de abril de 2026

A Inteligência Artificial (IA) sob uma análise moral

 Inteligência Artificial (IA) sob uma análise moral 

As coisas notáveis e transformadoras do pensamento, da cultura e dos modos de vida não surgem de um repente qualquer. São sementes lançadas entre as mentes, às vezes há décadas, séculos mesmoQuase sempre são ideias que não encontram crédito generalizado entre os pensadores do mundo; um ou outro pensador tem percepção de futuro e se debruça sobre a potencialidade imaginada. De experiência em experiência, os efeitos inimagináveis vão se concretizando 

No século XIX, Ada Lovelace, matemática inglesa que principiou o algoritmo — quando ainda não se tinha a ideia do computador —vislumbrava, de forma embrionária, os desdobramentos de sua aplicabilidade; é o que se vê na atualidade com os equipamentos modernos e as IAs. 

Parafraseando o espírito do Dr. Bezerra de Menezes, são ideias "coadas" do Plano Espiritual Superior para o planeta Terra: são as sementes lançadas. Uma ou outra cairá em terreno fértil e produzirá frutos.  

Atualmente, temos a Inteligência Artificial muito desenvolvida e com aplicação em praticamente todas as áreas de atividade. No entanto, todas as facilidades oferecidas para a melhoria da vida das pessoas, em parte, sofrem desvios de finalidade. Nenhum fato evolutivo surge na Terra sem um planejamento e uma autorização anteriores 

Quem planeja e quem autoriza? Pouquíssimos pensam nisso, até mesmo entre os cientistas. Existe uma ordem universal. Há uma hierarquia moral. Nada existe acéfalo. Tudo está em Deus, e nada acontece sem que haja permissão. Existem as falanges responsáveis pelo encadeamento evolutivo do povo do planeta. Em épocas próprias, considerando o estágio intelectual e as condições psicológicas favoráveis a mais um passo de progresso, colocam à disposição dos homens elementos que possibilitam novos empreendimentos.  

Quando surgiu pólvora, que era para facilitar a vida, utilizaram-na criando armas destinadas a destruir e matar pessoas. Aconteceu a mesma coisa com o aparecimento do avião. Descobriu-se a energia atômica e logo veio sua utilização na criação de bombas destruidorasÉ o uso degenerado daquilo que a Divindade oferece aos homens da Terra para o seu benefício evolutivo. Entretanto, existe a lei divina da liberdade, o livre-arbítrio; ela nunca é derrogada, mas, se seus efeitos são negativos ou imoraisestabelece que os responsáveis deverão reparar e responder pelas consequências do que advier, em quaisquer tempos. 

A Inteligência Artificial tem sido utilizada pelas organizações e empresas produtivas com nobreza. No entanto, tem ocorrido nos meios de comunicação automatizada, em parte, o seu uso de natureza espúria, seja para se ganhar dinheiro fácil, seja para ludibriar pessoas crédulas por meio de golpes de má-fé. Juntam-se riquezas com isso; essas são ilusões fatídicas que trarão grandes dissabores futuros. A Lei Divina não se engana: ela se faz cumprir régia e justamente. 

É preciso ter responsabilidade ao usar as IAs. A mesma agilidade e amplitude que oferecem a quaisquer resultados, quando uso se baseia na má-, resultam em consequências com as mesmas propriedades. 

As novidades que surgem neste mundo são recursos para favorecer a evolução da alma humana nTerra, dentro de uma programação ampla. Em mundos espiritualmente mais avançados que o nosso, esses recursos são comuns há muito tempo. Em outros ainda mais adiantadossão obsoletos ou substituídos por tecnologias que ainda não nos é possível imaginar 

Conquanto a denominação seja Inteligência Artificial, ela não pode existir por si só. Embora, pelo que se sabe, possua grande autonomia, sempre haverá uma inteligência que não é a artificial que a controlará. Para quem tem alguma percepção além da matéria comum, as maiores potências da Terra ainda são pequenos engenhos evolutivos. Não demora muito e tudo isso será obsolescência. Para quem está reencarnado 10, 50 ou 100 anos, parece muito tempo; mas, para aqueles que cuidado progresso geral do planeta, são apenas pequenos períodos evolutivos. A visão e o entendimento dos Seres Celestiais abrangem o infinito, a eternidade.  

É preciso cautela no uso da Inteligência Artificial; as facilidades permitidas nos dão a dimensão da responsabilidade diante da vida. O seu uso para o bem nos engrandece, mas a invigilância poderá custar muitos pesares.  

Existe um dizer na Doutrina Espírita que já se tornou uma máxima: "O plantio é livre, mas a colheita é obrigatória." Isso é uma verdade irrefutável. Tudo o que realizamos material, intelectual e virtualmente constitui nossas obras, e tudo o que delas resultar é de nossa responsabilidadeSe bom, traz alegrias e realizações felizes; se ruim, ou se males forem espargidosseus efeitos retornarão, certamente trazendo sofrimentos potencializados.  

Respeitemos os recursos evolutivos que a Divindade nos confia a nosso próprio proveito! 

                    Dorival da Silva 

Nota: As obras básicas da Doutrina Espírita (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese) podem ser baixadas gratuitamente do sítio da Federação Espírita Brasileira (FEB), por meio do endereço eletrônico abaixo:  

Obras de Allan Kardec – FEB (febnet.org.br)  Obras de Allan Kardec–FEB. 

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Por que sofremos?

                                                 Por que sofremos? 

Todos somos criaturas de Deus; por esse princípio, ninguém existe para o sofrimento. O sofrimento existente corresponde à escuridão presente no espírito, gerada pela má formação moral do indivíduo no curso de sua existência milenar. Somos uma construção de nossas próprias vivências.  

A Lei Divina é harmônica em todo o Universo e imutável.  

Todos os seres humanos são dotados de inteligência, de sentimentos, da liberdade de escolha e de decisão e de outras possibilidades, constituem, com seus efeitos, a qualidade da consciênciaVivemos a atual existência, embora sem lembranças claras, com todos os valores morais que angariamos em vidas passadas.  

Grande parte dos seres humanos ainda está pouco distante do primarismo evolutivo; confundimos atributos espirituais com instintos, imperando, relativamente, a irracionalidade diante dos feitos da vida. Agimos por impulso, por ouvir dizer, por achar isso ou aquilo bom ou melhor, sem, no entanto, uma análise mais aprofundada para saber se é realmente bom ou não e se, mesmo se apresentando favorável, existe conveniência em fazê-lo ou aceitar tal situação. 

Na questão 919 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec perguntou aos Espíritos reveladores da Doutrina Espírita: “Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal? A resposta foi: “Um sábio da Antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”   Este ensinamento percorre os milênios e não há contestação.    

Na questão 919-a, o espírito Santo Agostinho discorre sobre como procedia para se autoconhecer, o que também nos serve plenamenteFazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma. Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aperfeiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria. 

É relevante compreender que somos seres integrais: temos uma conjuntura de recursos relativamente desenvolvidaque utilizamos na vida materiale os estudos e revelações trazidas pelo Espiritismo nos tornam cientes de que existem muitos outros elementos espirituais para serem desenvolvidos. Estes existem na nossa intimidade espiritual, que ainda não notamos, mas que despertarão com o aperfeiçoamento daqueles dos quais já temos conhecimento. Na Lei Natural não há atropelos nem enganos; tudo acontece nos limites dos méritos adquiridos. 

Embora haja o tumulto da vida atual, considerando a miscelânea de informações que zurzem de todos os quadrantes do mundo, quase sempre de baixo teor — próprio do estado espiritual daqueles que as emitem e dos que a propagam —, existem também boas possibilidades de pesquisa, que oferecem conhecimentos refinados e que devemos utilizar a favor de nosso desenvolvimento.  

O grande problema dos dias atuais está nas escolhas. Faz-se necessário separar aquilo que nos traz crescimento intelectual e moral na grande correnteza de conteúdos de quaisquer naturezas: bons ou ruins, morais ou inorais, ou ainda inócuosQuem pretende evoluir precisa ser crítico com os seus gostos, usos e preferências; quase tudo pode nos levar a perder tempo e nos manter em um estado de mesmice.  

Na vida prática do dia a dia, no ganha-pão, também não pode ser de qualquer jeito; tudo precisa passar pela crítica e pelo discernimento: isso é certo ou é errado? Posso, mas devo? Todos os nossos movimentos na vida precisam ter resultados positivos, porque precisam ser bons para mim e para os outros. É a prática do bem, momento a momento.  

A construção dos méritos evolutivos não se dá repentinamente, como se fosse uma avalancheé sempre gradativa e precisa sensibilizar a nossa alma. Assim, elabora-se um patrimônio espiritual seguro e consciente.  

Agir na vida sem critério, análise e propósito pode nos levar a grandes enganos, sendo que um equívoco por irreflexão certamente causará desdobramentos danosos. Assim surgem os crimes, os prejuízos materiais e morais, os desvios comportamentais, os comprometimentos familiares… As dificuldades geradas por esse estado de coisas arruínam a vida das pessoas; por consequência, essas pessoas, que são espíritospermanecem em sofrimento. A maior parte não consegue resolver os desdobramentos negativos na mesma existência física; com isso, permanecerá em sofrimento na vida espiritual, uma vez que a pendência moral lhe pertence, sendo muito pouco provável que a resolverá naquela dimensão.  

Quando surge a oportunidade para retornar em nova experiência na vida terrena, esse processo evolutivo proporciona relativo esquecimento das peripécias causadas pelas atitudes irrefletidas na vida anterior. Embora não haja lembranças claras das causas dos sofrimentos vividos anteriormente, elas se encontram na intimidade do ser.   

Podemos dizer que ainda sofremos na presente existência — reservadas as exceções —, em algum nível, situação semelhante à aqui exposta.   

Cremos valer a pena termos critérios na condução de nossas vidas para evitarmos o que seja desnecessário e evitável, poupando-nos de sofrimentos e atrasos evolutivos.  

Lembramos o ensinamento de Jesus Cristo“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação…” (Mateus, 26:41)O Mestre, que conhece todos os Espíritos que estão sob sua condução no planeta Terra, deixou orientação para evitar o mau e o sofrimento. Seu Evangelho não está constituído de letras mortas, mas de vida plena.   Poucos observam Sua recomendaçãosão visíveis os sofrimentos por toda parte. Tudo leva a crer que, por não se importarem com os estudos relevante para uma vida de equilíbrio, o sofrimento vai se exponenciando. Imperam, quase genericamente, a irreflexão e a irresponsabilidade, iludidas por resultados mediáticos e imediatos — troféus virtuais que se apagam como as bolhas de sabão, permanecendo apenas as nódoas na alma.  

As leis cíveis e outras, os hábitos, os costumes, as liberalidades tecnológicas, científicas, religiosas, políticas não alteram em nada a Lei Divina, que é imutável. Assim, viver de maneira produtiva espiritualmente é manter um estado de consciência em equilíbrio, mesmo deixando de gozar de vantagens civilmente aceitasembora espiritualmente imorais — “Vigiai e Orai. 

Os sofrimentos não existem por existirem. Têm uma razão, e ela se encontra no próprio sofredor.  

Iluminar o Espírito é neutralizar o mal e eliminar os sofrimentos de nossas vidas, para sempre! 

                                                       Dorival da Silva. 

Nota: As obras básicas da Doutrina Espírita (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, e A Gênese) podem ser baixadas gratuitamente do sítio da Federação Espírita Brasileira (FEB), através do endereço eletrônico abaixo: