Opressão… Tem fim?
O
mundo vive um tempo de opressão! Há incidência do indivíduo sobre si mesmo; há a de um indivíduo sobre
outro e sobre outros; existe a de governos sobre nações; e a de sistemas
inominados que oprimem de forma generalizada.
As
lideranças no mundo, com raríssimas exceções, são opressoras. São exercidas por
forças econômicas,
políticas e ideologias — geralmente as mais esdrúxulas,
baseadas no “eu quero” e no “eu acho…” —, além das teocracias.
A
sociedade mundial vive um mal crônico, sendo que, em alguma parte desse
organismo incomensurável, existe uma pústula alimentada por uma ideia
exclusivista, que busca atender a interesses egoísticos de um certo número de
indivíduos, em detrimento dos demais. Isso contamina o tecido social, levando
ao sofrimento um grande contingente de pessoas, pela influência maléfica de seus
efeitos, que apenas satisfazem os seus implementadores e sequazes.
O
Governador do mundo, o Único que tem todos os poderes e não oprime ninguém, quando
ombreou com o homem de carne, há mais de dois mil anos, ensinou: “Eu,
porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face
direita, oferece-lhe também a outra.” (Mateus 5:39).
Analisar
o ensinamento acima com uma visão materialista e imediatista pode levar a um
entendimento de fraqueza diante de tal situação; no entanto, ali não se fala de
exposição física, e sim de uma atitude íntima de compreensão, no seguinte
sentido: aqueles que se impõem pela força e oprimem estão muito distantes de se
libertarem do egocentrismo. Já aqueles que assim compreendem estão no caminho
da própria libertação.
A
opressão, nas suas mais variadas formas, pode ser comparada a um incêndio
alimentado por combustível emocional de péssima qualidade, originário de uma fonte
espiritual comprometida pelo egoísmo e por demais interesses morais
subalternos. Esse combustível adulterado tem duração apenas até que a fonte que
o emite se renove. Seus efeitos são tão tenazes que fazem com que o seu
responsável chegue a não se suportar, tais os sofrimentos que surgem com os
males gerados pela opressão que impõem e que ressoam sobre si mesmo.
A
partir desse estado, inicia-se a mudança da mente opressora: surge o remorso pelo
que não deveria ter sido feito; depois, o arrependimento; caminha-se no tempo, por
renascimentos expiatórios e de provas, até alinhar-se à compreensão da “outra
face”.
A
opressão é o mal do homem mau. O homem é um espírito reencarnado; portanto, um
Espírito ainda imperfeito.
Jesus
Cristo não veio ao mundo para ensinar anjos; veio para retirar o mal existente pela
ignorância e pelo egoísmo prevalentes em grande parte dos seres humanos, que
ainda preferem a imposição pela força, em vez da conquista pelo amor. É preciso
muita coragem para oferecer a outra face; somente quem se conhece e respeita as
Leis Divinas é capaz disso, pois tal atitude exige renúncia, humildade e
conhecimento da vida futura — a vida pelos tempos sem fim.
A
opressão na Terra sempre existiu. É fruto da qualidade moral de muitos dos
Espíritos que aqui vivem. Grande parte dos que são oprimidos também oprime. Forma-se,
assim, um círculo vicioso, no qual se reincide. Somente a educação moral do
Espírito é capaz de amenizar tal situação, porque neutraliza, no nascedouro, o combustível
egoístico.
O
Evangelho de Jesus é o grande norteador moral do ser humano, quando há
interesse no aprendizado e na aplicação em sua própria transformação. Trata-se
do grande modificador do indivíduo e, por consequência, da humanidade.
Quem
se ama é moralmente livre e liberta de quaisquer amarras a todos que o cercam.
Quem
se ama, ama o próximo; assim, ama a Deus.
Jesus
Cristo foi o grande exemplo: amou a todos e dedicou toda a sua vida ao Senhor,
o Criador de todas as coisas.
Opressão,
jamais!
Dorival
da Silva
Nota: As obras básicas da Doutrina Espírita (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, e A Gênese) podem ser baixadas gratuitamente do sítio da Federação Espírita Brasileira (FEB), através do endereço eletrônico abaixo:
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