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sábado, 24 de janeiro de 2026

Ação da Prece – Transmissão do Pensamento

                                Ação da Prece — Transmissão do Pensamento 

A prece é um dos mais belos recursos de ligação entre o ser humano e o mundo espiritual. Ao orarmos, estabelecemos uma conexão mental com Deus e com os Bons Espíritos, criando um intercâmbio de pensamentos e sentimentos que fortalece, consola, orienta e transforma. 

Orar não é apenas pedir. É também agradecer, louvar, refletir e elevar o coração. Podemos orar por nós mesmos, pelos outros, pelos vivos e pelos que já retornaram ao mundo espiritual. Toda prece sincera é acolhida, pois nada escapa à sabedoria e à misericórdia divina. 

Segundo os ensinamentos espíritas, o pensamento se transmite por meio de um fluido universal que envolve todos os seres, encarnados e desencarnados. Assim como o som se propaga pelo ar, o pensamento viaja por esse fluido, alcançando aqueles a quem nos dirigimos. Quando oramos, criamos uma corrente de energia espiritual que leva nossos sentimentos e intenções até os planos superiores. 

A força dessa corrente depende da intensidade do pensamento, da sinceridade do coração e da firmeza da vontade. Quanto mais sincera, confiante e amorosa for a prece, maior será sua eficácia. É dessa forma que os Espíritos se comunicam entre si e conosco, inspirando-nos ideias elevadas, encorajando-nos nas dificuldades e fortalecendo-nos moralmente. 

A prece também tem profundo valor educativo. Ela nos ajuda a desenvolver o autocontrole, a paciência, a humildade e a coragem para enfrentar os desafios da vida. Muitas dores e sofrimentos que experimentamos resultam de escolhas equivocadas, excessos, orgulho ou egoísmo. A oração, nesses casos, não muda as leis divinas, mas nos auxilia a compreender nossos erros, corrigir atitudes e encontrar forças para agir melhor. 

Por meio da prece, atraímos o auxílio dos Bons Espíritos, que nos inspiram bons pensamentos, fortalecem nossas resoluções e nos afastam das tentações que poderiam nos prejudicar. Esse auxílio, porém, respeita sempre o nosso livre-arbítrio, permitindo-nos escolher conscientemente entre o bem e o mal. 

Não são as palavras que tornam a prece eficaz, mas o sentimento. Podemos orar em qualquer lugar e a qualquer momento, sozinhos ou em grupo. A oração coletiva, quando feita com união de pensamentos e sentimentos, potencializa seus efeitos, criando uma poderosa corrente de harmonia e fraternidade. 

Em essência, orar é abrir o coração à luz divina. É reconhecer nossa dependência de Deus, confiar em Sua bondade e buscar, acima de tudo, a transformação interior. Assim, a prece se torna um caminho seguro de crescimento espiritual, consolação e paz. 

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Observação: A página acima foi elaborada com base no capítulo XXVII de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, no subtítulo Ação da Prece — Transmissão do Pensamento, utilizando recursos do ChatGPT. O conteúdo foi revisado e está em conformidade com os princípios doutrinários espíritas.

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Caso deseje ler a página original na obra citada, disponibilizamos abaixo o endereço eletrônico para baixar a obra integralmente, assim como as demais que compõem a base da Doutrina Espírita.

A leitura de conteúdos espirituais relevantes, alidada à meditação, proporciona um novo tempo em nossas almas.

Boa leitura!

                                                 Dorival da Silva.

Nota: As obras básicas da Doutrina Espírita (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, e A Gênese) podem ser baixadas gratuitamente do sítio da Federação Espírita Brasileira (FEB), através do endereço eletrônico abaixo:  


terça-feira, 13 de maio de 2025

O trabalho é um grande remédio espiritual

                       O trabalho é um grande remédio espiritual 

Inicialmente, precisamos entender que todos nós, que estamos no mundo, somos espíritos. Nós, os espíritos encarnados, somos imortais. A nossa existência espiritual é única, jamais sofreu ou sofrerá interrupção. Há muitos séculos exercemos o livre-arbítrio e, no uso desse atributo, cometemos muitos erros deliberadosquase sempre motivados por orgulho, vaidade, arrogância, presunção, vingança…    Embora muitas coisas boas, aprendizados importantes e feitos relevantes também foram realizados 

Tudo o que já aconteceu na trajetória milenar de nossa vida espiritual é parte do processo evolutivo que nos proporciona a liberdade de decidir sobre os fatos de cada momento, bons ou maus, cujas consequências sempre se integram ao nosso patrimônio moral. O bem realizado não pede justificativa, uma vez que é o objetivo da vida. No entanto, tudo o que é negativo e proporcionou prejuízo ou sofrimento a alguém necessariamente será objeto de reajuste, não importando a gravidade.  O problema está no nosso estado de consciência.  

Quando da realização de algo nocivo, não importando a quantidade ou a intensidade, gera-se uma mácula diante da Lei Divina, que tudo rege no Universo. Essa desarmonia proporcionará ao responsável um desassossego que perdurará até a solução de tal ocorrência. Isso poderá estender-se por várias existências físicas, uma vez que a responsabilidade pelo mal praticado ficou incrustada na alma, ela, que não sofre interrupção em sua existência, é sempre uma continuidade. A qualidade desse existir está nas condições do estado de consciência presente, este que guarda o resultado de todo o tempo passado.  

Assim, evidenciam-se com bastante frequência, nestes tempos atuais, dificuldades emocionais, neurológicas e motoras, além de doenças graves que surgem na criança, no adulto e no idoso, exigindo tratamentos severos, quase sempre dolorosos e de longa duração. Com poucas exceções, não se encontra a origem dessas doenças na presente existência. Elas já existiam antes deste corpo, na alma do sofredor. São doenças da alma, portadoras de máculas vibratórias, estabelecidas a partir de atos nocivos praticados voluntariamente em vidaou em vidas -- anteriores.  

Devemos considerar como trabalho toda realização útil e nobre, remunerado ou não. Nessa perspectiva, o trabalho, em todas as configurações, preenche o tempo com algo de satisfação e motiva as pessoas, livrando-as do ócio que provoca o vazio existencial.  

Todos que vivemos presentemente na Terra, com alguma exceção, estamos em tratamento de particularidade que nos incomodamPoderíamos perguntar: qual? Ou mesmo: quais? A resposta, ou respostas, somente nós mesmos podemos dar. Como? Executando um trabalho excelente a nosso favor, dos mais relevantes: o exercício de nos conhecermos.  

Quais são as minhas facilidades e quais são as minhas dificuldades na presente existência? O que observo em meu comportamento íntimo quanto ao orgulho, à vaidade, à inveja, à ganância, à infidelidade, à mentira, à deslealdade, à indiferença, à intolerância, ao egoísmo, à presunção…? O que vejo em minhas ações e reações com referência ao perdão, à compreensão das dificuldades alheias, à minha disponibilidade para a cooperação na área social carente?  Que ideia faço sobre o altruísmo?  Qual é o meu comportamento emocional quando preciso de cuidados médicos? Tenho uma religiosidade verdadeira, e minha relação com a Divindade é sincera? O que espero desta existência? Que confiança tenho do futuro depois desta vida?  

As dificuldades, as limitações e também as facilidades foram estabelecidas, em sua maioria, em outras vidas, razão pela qual agora convivemos com elas. São nossas. As que tiveram origem nessa existência, temos consciência delas, e as demais, intuímos. 

trabalho, nas suas mais diversas formas que surgem em nossos caminhos, é aquele pelo qual programamospelas finalidades e características — com as melhores probabilidades de nos auxiliar na solução das problemáticas que carregamos.  Um exemplo: quem impediu, em uma de suas existências, que crianças fossem alfabetizadas, porque isso atrapalharia seus interesses -- como mão de obra barata para os seus negócios -- certamente, quanto toma consciência de tamanha dívida com a humanidade,-se na obrigação de atuar na alfabetização, seja direta ou indiretamente. Em um esforço enorme para compensar as consequências de tal crime pendente com a sociedade, que lhe pesa assombrosamente.  

Assim, o trabalho surge na vida de cada pessoa como terapêutica às suas pendências morais, e precisa ser exercido com dedicação e respeito. Embora exista a questão da remuneração, isso também é recurso terapêutico, por educar a pessoa dentro de suas possibilidades e necessidades. Quaisquer deliberações em atitudes de má-fé, para buscar vantagens ilícitas ou imorais, gerarão novas dívidas a serem solucionadas em algum momento -- ainda nesta vida ou depois, em vidas futuras -- e arrastarão todas as consequências a que derem origem. 

O homem trabalha porque cumpre uma Lei Divina. Com isso, o trabalho precisa ser exercício dignamente, pois qualquer desvirtuamento fere tal Lei e cria compromisso de reajuste. Jesus Cristo se refere ao trabalho: E Jesus lhes respondeu (aos judeus): Meu Pai (Deus) trabalha até agora, e eu trabalho também.João 5:17. 

O trabalho, além de atender às nossas necessidades imediatas, também nos ajuda a resolver pendências de outras existências. Assim, sempre precisamos estar cientes de que as nossas atividades, profissionais ou voluntárias, têm seus efeitos sobre a vida dos espíritos -- sobre a nossa própria vida e a de outros, direta ou indiretamente. Com isso, devemos sempre trabalhar pensando no bem, pois causar deliberadamente dificuldades ou enganar alguém é acumular dívidas de difícil solução, que, cedo ou tarde, teremos de solucionar para liberar os efeitos constrangedores de nossa consciência. 

                                               Dorival da Silva 

Nota: As obras básicas da Doutrina Espírita (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, e A Gênese) podem ser baixadas gratuitamente do sítio da Federação Espírita Brasileira (FEB), através do endereço eletrônico abaixo: