sábado, 3 de janeiro de 2026

Candeia sobre o candeeiro!

                                       Candeia sobre o candeeiro! 

Embora as claridades da Tecnologia, as luzes das Ciências os faróis da Astronomia — que alcançam sóis e novos mundos no Universo — não conseguem iluminar a maioria dos Espíritos humanos  

Em tudo há sempre um foco objetivando mostrar algo de um indivíduoou de alguma coisa qualquer — animada ou inanimada —, ou ainda de um fato, sempre pela sua exterioridadeAinda que se busquem aprofundar pesquisas, esmiuçando o foco de referência, assim mesmo não se foge à exterioridade.   

Todos os avanços científicos e tecnológicos, que sobrepõem os limites de ontem  relevantes e de grande importância para os habitantes da Terra — ressaltam os préstimos econômicos e o conforto para a vida de muitos. No entanto, não proporcionam as mesmas condições para a promoção do que é mais essencial para o ser humano: compreender as razões verdadeiras dexistência de todos esses esforços; entender, também, as razões da temporariedade das vidas e os multiformes modos de viver.  

Há dores físicas e dores morais. Uma parcela pequena da população desfruta de muito conforto; a outra parte vai da miséria absoluta até um degrau social denominado classe média. É preciso considerar que a base da pirâmide social é sustentada por carências de todas as ordens. Aí se encontra a maior parte das pessoas do mundo. Importa compreender que pessoas são Espíritos encarnados.  

Razão por que Jesus Cristo ensinou sobre colocar a candeia no candeeiroÉ imprescindível colocar os talentos a serviço das pessoas, e não somente a serviço dos interesses econômicos e dos poderes governamentais — estes, geralmente, para manter suas hegemoniassufocam os mais fracos, fazendo grassar os sofrimentos e privilegiando uma minoria exclusivista. 

Amar o próximo como a ti mesmo” é o parâmetro. Todo desenvolvimento econômico, científico e tecnológico precisa ser direcionado pensado na melhoria espiritual das pessoas, com consciência geral de que toda a população, mesmo após a morte de cada personalidade, permanecerá na vida espiritual. Certamente em escalas diversas, podendo muitos dos paupérrimos de agora estarem colocados em patamar superior àqueles que hoje se encontram em posição de maior relevância. A questão é moral e espiritual, visto que as normas vigentes na vida material não são as mesmas no plano dos desencarnados 

No andar das gerações, todos retornaremos à vida em um corpo novo, conforme as necessidades e os planejamentos personalizados, em circunstâncias e situações que sejam as melhores para a nossa evolução.   Tendo por base inúmeras mensagens espirituais psicografadas por Espíritos orientadores da Humanidade, compreende-se que, no futuro, nem todos conseguirão reencarnar nas mesmas condições sociais que vivenciam na presente existência, pois isso dependerá da forma como cada um participou desta vida e de qual foi a sua contribuição em favor da coletividade.   

Grande parte dos indivíduos optou por usufruir e gozar todas as possibilidades de modo egoístico, não se importando com os demais conviventes de seu tempo, ignorando a necessidade do retorno em um novo tempo de experiências, quando encontrará benefícios ou escassez resultantes de seus próprios feitos. Não há do que reclamar: sempre reencontraremo em nova existência  o meio social que ajudamos construir. Não é difícil observar os bolsões de pobreza em sociedades consideradas progressistas e até avançadas nas questões econômicas e culturais…   Muitos que hoje vivem o pauperismo, em outros tempos foram abastados, certamente useiros e vezeiros em não se importar com os mais simples socialmente fragilizados.  

A “Candeia sobre candeeiro” tem muitos significados; podemos, ao menos, escolher um deles: esparramar as luzes da esperançaQuanto as pessoas denominadas ricas desperdiçam recursos financeiros com descuidos ou imprevidênciaslançando riquezas à inutilidade? Quantos luxos desnecessários e inúteisSão indivíduos dominados pelo egoísmo, que não percebem que suas sobras ou desperdícios poderiam representar, para uma população carente  quando adequadamente empregados trabalho que dignifica a vida, saúde, educação e inclusão social ascendente.  

Em existências futuras, aqueles que hoje, abastados, fecham os olhos à carência social  quando não são os próprios geradores de misérias ou alimentadores da pobreza em função de seus interesses econômicos  terão a possibilidade de vivenciar experiências semelhantes de escassez, em virtude do despertamento de suas consciências, que acordam desejosas de remissão.  

A consciência, por mais bruta que seja, aquela que nada vê além de seus interesses egoísticos, não dorme para sempre. Em um instante inopinado, às vezes diante de grande dor moral ou de profunda frustração de seus interesses, ela acordainteirando-se da dimensão das responsabilidades que lhe pesam, não enxergando outro caminho senão solucioná-las.  

A candeia acesa sobre o candeeiro é foco de esperança e transformação de muitas vidas, sendo um grande investimento espiritual que proporciona paz e felicidade pela eternidade. Tal orientação vem do próprio senhor Jesus Cristo (Mateus 5:15; Marcos 4:21; Lucas 8:16; Lucas 11:33).

Que saibamos iluminar a nossa vida! 

                                Dorival da Silva. 

Nota: As obras básicas da Doutrina Espírita (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, e A Gênese) podem ser baixadas gratuitamente do sítio da Federação Espírita Brasileira (FEB), através do endereço eletrônico abaixo:  

sábado, 27 de dezembro de 2025

Ano Novo – 2026

                                     Ano Novo–2026 

Quase sempre, nas vésperas de se iniciar um novo ano no calendário, há efusões com desejos de grandes realizações, felicidades, consecução de projetos revolucionários; enfim, alimentam-se esperanças. Nem sempre se realizam; eram apenas desejos. Quase tudo vai tomando um rumo em virtude das próprias circunstâncias, sendo apenas a continuidade do que já vinha em curso.  

Quando se deseja buscar fatos novos na vidae em profundidade — embora a mudança de ano no calendário traga lampejos esperançosos, tais como fogos-fátuosque muito rapidamente se apagam —, faz-se imprescindível um planejamento pessoal para se alcançar melhoramentos. 

O desejo de um tempo novo, de uma vida em renovação, acontece primeiro no indivíduo. Trata-se de uma iniciativa particular, ou seja, de um estado consciente de autopromoção. Não se deve aguardar que melhorias pessoais surjam de fatores externos ou circunstanciais — pois, caso assim ocorra alguma mudança, ela não será permanente visto que somente perduram no tempo as realizações que têm origem na intimidade do ser.  

Cada pessoa tem a capacidade de discernir e de decidir sobre o andamento de sua vida; assim, deve ser governo de si mesmaHábitos e costumes sobrelevados no Ano Novo geralmente são manifestações repetitivas a cada novo período, sem consequências renovadoras.  

Acabrunhar-se e sofrer pela enxurrada de notícias negativas que correm desordenadamente por todos os meios de comunicação é desprezar a própria condição de autoadministrador. Se as notícias hodiernas são desalentadoras, se os órgãos máximos da organização social, supostamente confiáveis, claudicam, embora tudo isso traga reflexos negativos sobre o indivíduo, é preciso saber o que se está fazendo, que rumo se está seguindo e se as bases da vida estão assentadas em uma confiança inabalável em Deus. Como ter um Ano Novo ou Um Tempo Novo mantendo modos de vida antigosisto é, a mesmice? 

Quando se fala em reflexão sobre si mesmo, não se trata de elemento retórico ou pauta de discurso, mas de uma revolução íntima. É preciso conhecer o próprio contexto interior para compreender como suplantar as adversidades existentes no tempo da existência físicacolhendo, assim, os melhores resultados espirituais, que se constituirão em elementos de crescimentotais como: a paciência, a resignação, a tolerância, a compreensão, o perdão, a renúnciaTudo isso não por receio ou por imposição, mas por um estado de voluntário de compreensão e lucidez espiritual, porque se conhecem as razões desse proceder.   

A felicidade futura que todos esperam está na dependência das vitórias sobre si mesmos, sem causar, intencionalmente, nenhuma mágoa nem danos a terceiros. A máxima de Jesus Cristo — “Amar o próximo como a ti mesmo”¹ — dá o direcionamento.  

O Ano Novo — o NovoTempo ou a Nova Era — merece reflexão com lucidez espiritual. Os resultados que se estabelecem na alma darão conformidade à paz e à felicidade futuras, ou não. As escolhas são pessoais e intransferíveis. Vejamos o ensinamento milenar: “A cada um segundo as suas obras”.²   

Feliz Ano Novo! 

                     Dorival da Silva                                       


1. Mateus 22:39 

2. Mateus 16:27 

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Feliz Natal!

 Feliz Natal! 

A expressão "Feliz Natal" — para os cristãos conscientes — corresponde a um sentimento impregnado de emoções fraternas. Trata-se de uma referência ao surgimento da maior representatividade de Deus no mundo. Os Seus ensinamentos ensejam a promoção da alma humana a um novo estágio evolutivo, no rumo de Deus. Esse caminho conduz os Espíritos aos planos da plenitude.  

Assim, desejo a todos: Feliz Natal!