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sábado, 27 de dezembro de 2025

Ano Novo – 2026

                                     Ano Novo–2026 

Quase sempre, nas vésperas de se iniciar um novo ano no calendário, há efusões com desejos de grandes realizações, felicidades, consecução de projetos revolucionários; enfim, alimentam-se esperanças. Nem sempre se realizam; eram apenas desejos. Quase tudo vai tomando um rumo em virtude das próprias circunstâncias, sendo apenas a continuidade do que já vinha em curso.  

Quando se deseja buscar fatos novos na vidae em profundidade — embora a mudança de ano no calendário traga lampejos esperançosos, tais como fogos-fátuosque muito rapidamente se apagam —, faz-se imprescindível um planejamento pessoal para se alcançar melhoramentos. 

O desejo de um tempo novo, de uma vida em renovação, acontece primeiro no indivíduo. Trata-se de uma iniciativa particular, ou seja, de um estado consciente de autopromoção. Não se deve aguardar que melhorias pessoais surjam de fatores externos ou circunstanciais — pois, caso assim ocorra alguma mudança, ela não será permanente visto que somente perduram no tempo as realizações que têm origem na intimidade do ser.  

Cada pessoa tem a capacidade de discernir e de decidir sobre o andamento de sua vida; assim, deve ser governo de si mesmaHábitos e costumes sobrelevados no Ano Novo geralmente são manifestações repetitivas a cada novo período, sem consequências renovadoras.  

Acabrunhar-se e sofrer pela enxurrada de notícias negativas que correm desordenadamente por todos os meios de comunicação é desprezar a própria condição de autoadministrador. Se as notícias hodiernas são desalentadoras, se os órgãos máximos da organização social, supostamente confiáveis, claudicam, embora tudo isso traga reflexos negativos sobre o indivíduo, é preciso saber o que se está fazendo, que rumo se está seguindo e se as bases da vida estão assentadas em uma confiança inabalável em Deus. Como ter um Ano Novo ou Um Tempo Novo mantendo modos de vida antigosisto é, a mesmice? 

Quando se fala em reflexão sobre si mesmo, não se trata de elemento retórico ou pauta de discurso, mas de uma revolução íntima. É preciso conhecer o próprio contexto interior para compreender como suplantar as adversidades existentes no tempo da existência físicacolhendo, assim, os melhores resultados espirituais, que se constituirão em elementos de crescimentotais como: a paciência, a resignação, a tolerância, a compreensão, o perdão, a renúnciaTudo isso não por receio ou por imposição, mas por um estado de voluntário de compreensão e lucidez espiritual, porque se conhecem as razões desse proceder.   

A felicidade futura que todos esperam está na dependência das vitórias sobre si mesmos, sem causar, intencionalmente, nenhuma mágoa nem danos a terceiros. A máxima de Jesus Cristo — “Amar o próximo como a ti mesmo”¹ — dá o direcionamento.  

O Ano Novo — o NovoTempo ou a Nova Era — merece reflexão com lucidez espiritual. Os resultados que se estabelecem na alma darão conformidade à paz e à felicidade futuras, ou não. As escolhas são pessoais e intransferíveis. Vejamos o ensinamento milenar: “A cada um segundo as suas obras”.²   

Feliz Ano Novo! 

                     Dorival da Silva                                       


1. Mateus 22:39 

2. Mateus 16:27 

terça-feira, 29 de outubro de 2024

Flores de Vida

Flores de Vida 

Presentemente, no mundo está cheio de ocorrências tenebrosas, de crimes, guerras, atrocidades, maldades e desgovernos que enchem as mídias de notícias e imagens insuportáveis para aqueles que têm sentimentos humanitários mais desenvolvidos.   

No entanto, existem os indivíduos de sentimentos endurecidos, insensíveis e indiferentes ao sofrimento alheio. Apenas se interessam pelo imediatismo de resultados de seus interesses. Não se preocupam com o futuro, pois nem pensam nele. Nada importa, se não acontecer agora. 

Assim, vemos a agressividade na destruição de florestas nacionais com o propósito de locupletar-se da posse ilegal, para logo mais requisitar a propriedade sem custos.  Em outras partes do mundo, engendram guerras com justificativas fluídas que nada justificam. Esses tais líderes de guerras apenas acumulam dores e responsabilidades para suas vidas. Lideranças materialistas, pseudorreligiosas, seguidores, quando o são, de "deus" que não se compreende. A justiça que empreendem corresponde às suas opiniões e interesses. Têm o livre-arbítrio, mas não tarda, enfrentarão a verdadeira justiça, a consciência.   

Deus, a que boa parte da humanidade acolhe em seu entendimento, é de amor e justiça. Sendo Ele perfeito, suas leis são perfeitas e imutáveis. Não há preferência, não há partido! Todas as criaturas estão subordinadas a essas leis divinas e assumem as responsabilidades de seus atos. Se trouxeram sofrimentos, arcarão com eles; se produziram o bem, serão felizes com seus efeitos.  

Jesus Cristo trouxe as bem-aventuranças há dois mil anos, no conhecido Sermão do Monte¹, quando apresentou a esperança para aqueles que estão deserdados de meios para a condução de suas vidas, conquanto os esforços pessoais, mas constrangidos pelas circunstâncias que não podem mudar.  Claramente, tudo o que expôs à humanidade no seu sermão não aconteceria na vida material, mas sim, depois.  

Como ninguém pode ignorar, todos os corpos de carne morrem. Aqueles que os utilizavam se libertam das amarras dos tolhimentos em que viviam. É certo que precisam ter méritos, uma das razões da paciência, da tolerância, do perdão, enfim, do bem sofrer. Mesmo entendendo que todos neste mundo sofrem, existem sofrimentos que não produzem méritos, pois são o "mal sofrer". Esses sofredores geram a reclamação, a blasfêmia, o ódio, o desejo de vingança...  

Todos que engendram dificuldades para as pessoas, sejam autoridades governamentais ou não, carregam consigo as responsabilidades correspondentes. Elas estarão presentes no tempo, aguardando a solução de seus males por quem as provocou. Trata-se da Lei de Causas e Efeitos, como nos ensina a Doutrina Espírita.  

Existem nesta vida a dor, a contrariedade, a infelicidade, o medo, a alegria, a felicidade, a preocupação e muitos outros sentimentos, que na condição de relatividade são naturais no processo evolutivo. Sempre algum desses sentimentos chega e vai embora, terminada a causa que deu origem. Por que sentimos essas coisas?  

Para entender a existência dos sentimentos, precisamos primeiro saber o que somos. Então, o que somos? Simplesmente, somos a vida! Podemos dizer que somos um mundo exclusivo, ainda imperfeito. O governo desse mundo particular somos nós mesmos. Os sentimentos e as suas percepções que dão as cores da vida. Quando ignorantes, as cores da alma são opacas; quando mais evoluídos, as cores são múltiplas e intensas.  

Os sentimentos de cada indivíduo (o mundo particular) fazem a interação com os demais mundos particulares. A harmonia ou não dessas relações depende das qualidades de cada individualidade. São os sentimentos que nos mostram que estamos vivos. A vontade nos permite querer. A inteligência nos leva ao discernimento.  

Os bilhões de pessoas existentes no planeta, com força inata, buscam a felicidade. Essa força cega precisa de encontrar a lucidez que direcionará cada indivíduo (mundo particular) para essa meta natural. Todos os seres humanos foram criados para a felicidade; no entanto, atrapalham-se na caminhada. Comparável a uma semente lançada ao escuro do solo, precisará vencer todos os percalços do terreno para alcançar a luz solar, vitalizar-se e florir, culminando nos frutos, a razão de sua existência. A semente cumpre o caminho vital da própria natureza, chegando à floração e à frutificação; o homem precisa usar a sua inteligência, o livre-arbítrio e exercitar a consciência para chegar às flores das virtudes e alcançar a felicidade espiritual.  

Todos os esforços valem para essa conquista das flores de vida, a felicidade que não se perde.  

Flores... 

                                     Dorival da Silva 

1. Mateus, 5 a 7  

Nota: As obras básicas da Doutrina Espírita (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, e A Gênese) podem ser baixadas gratuitamente do sítio da Federação Espírita Brasileira (FEB), através do endereço eletrônico abaixo: