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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Natal, 2025

 

                           Natal, 2025 

O período do Natal é propício para se fazer reflexões sobre o principal aniversariante, mas, sobretudo, sobre a importância de Sua missão para a humanidade vinculada ao planeta Terra.  

Há representações possíveis de como e onde nasceu o mensageiro de Deus. Historiam, imaginativamentevida na infância, até que, aos seus 12 anos, surgem notícias da Sua meninice.  Isso se deu por ocasião da Páscoa, em Jerusalém, quando ocorreram os Seus primeiros diálogos com os doutores dLei.¹ 

A missão de Jesus ainda não terminou. Naquele instante de Sua presença física, lançou as sementes da grande mensagem despertadora de consciências para a vida plena — o que não ocorreria na vida física, mas sim nas regiões extrafísicas: na casa de meu Pai  muitas moradas². 

Além de revelar as grandiosidades de Deus — pois de tal Fonte tudo se origina, exceto o mal, que tem origem na imperfeição das criaturas e desaparece com o aprimoramento moral —, o Mestre, quando curou os doentes, aleijadoscegos e liberava os “endemoniados”, apresentava aos homens do mundo uma potência de sabedoria moral. Essa é uma força que vai muito além de quaisquer forças materiais, pois se trata de uma confiança que conecta a criatura ao fulcro de todas as forças: Deus. 

O Senhor Jesus é o ser mais evoluído que transitou por este mundoEle mesmo confirma isso, dizendo que não é daqui: Vocês são daqui de baixo; eu sou lá de cima. Vocês são deste mundo; eu não sou deste mundo”³. 

A Sua missão é proporcionar meios e condições aos Espíritos vinculados ao planeta para alcançarem um estado evolutivo mais elevado nos aspectos intelectuais e morais — portanto, espirituais, pois esses são atributos do Espírito. A visão de Jesus, no tempo, é a eternidade, pois existiremos para sempre. Ainda, o progresso espiritual não dá saltos, sendo necessário alcançá-lo em espírito e verdade, com esforços próprios. Se não assim, onde estaria o mérito?   

O Mensageiro divino carreou para o mundo verdades imutáveis, pois são revelações trazidas da Fonte Magna, da qual se encharcou com o Seu estado de perfeição espiritual, tornando-Se parte viva da integração com Deus. 

O Senhor não pode fazer a parte dos homens, mas continua em trabalho intenso, enviando grandes falanges de emissários à reencarnação para que, com seus exemplos mais moralizados, incentivem o despertar da população atrasada nas questões morais e espirituais, adquirindo valores evolutivos 

Sempre o Natal fica melhor quando analisamos, com alguma profundidade, as verdades de Jesus Cristo e guardamos o firme propósito de internalizar a Sua mensagem em nossa alma. Assim, a nossa perspectiva de vida fica mais clara e nossos dias serão de engrandecimento espiritual  

Feliz Natal! 

                                       Dorival da Silva 

1. Lucas 2:41-52 

2. João 14:2 

3. João 8:23 

sábado, 10 de março de 2018

O que temos para oferecer?

O que temos para oferecer?

        Provável que todos que nos leem, saibam das passagens evangélicas que relatam o chamado milagre da multiplicação de pães e peixes, operado por Jesus.

        Em síntese, em dois momentos, a multidão, sabendo onde estaria Jesus em dado dia, foram até Ele. O Senhor, tomado de compaixão, curou os que estavam enfermos, devolvendo visão aos cegos, movimento aos paralíticos, voz aos mudos, livramento aos subjugados por espíritos infelizes e infelicitadores e tudo o mais que ali se apresentava com as faces de padecimentos e dores.

        Ao cair do dia, os discípulos aproximaram dEle e sugerem que despeça a todos, pois era visto que estavam famintos, o lugar era ermo, distante das vilas, e, então, poderiam ir em busca de comida.

        Jesus lhes responde que não despediria aquelas gentes em jejum, pois desfaleceriam pelo caminho, considerando muitos terem vindo de longas distâncias.

        E recomenda o Mestre: Dai-lhe vós de comer.

       Prontamente responderam eles: De onde viriam, num deserto, tantos pães para saciar tal multidão?

        O que tendes para lhes oferecer?      -- Questionou Jesus.

        Poucos pães e uns peixinhos, responderam-lhe.

        Mandando que a multidão se assentasse sobre a relva, tomou os pães e peixes e, dando graças, partiu-os e deu-os aos discípulo, e os discípulos à multidão.

        Todos comeram e se saciaram, tendo sido recolhidos vários cestos cheios de pedaços.

        Os que tinham se alimentado foram quase cinco mil homens, (ou quatro mil, em outro feito), além de mulheres e crianças.

        Essas passagens são encontradas nos relatos de Mateus 14:13 a 21 e 15:29 a 39; Marcos 6:30 a 44 e 8:1 a 9; Lucas 9:10 a 17 e João 6:1 a 14.

        Que os encontros se deram, fica patente pelo relato dos quatro Evangelistas.

        Sem nos determos nos possíveis mecanismos utilizados pela grandeza de recursos espirituais de Jesus, na realização desses feitos extraordinários, busquemos, dentre os muitos possíveis entendimentos e lições que daí podemos tirar, aquela para este momento de leitura.

        Cada um que compunha a multidão foi em busca de Jesus, onde Ele estava, sem mais tardança, por mais distante que estivesse no momento, por mais sacrificial fosse a jornada. Encontrando-O, enfermidades foram curadas, mas ainda restava a fome nas entranhas da alma, pelo que a busca era pelo Pão da Vida, o único alimento que poderia saciar e fortalecer, de modo a poder retornar aos compromissos da vida, sem desfalecer pelo caminho. E foram atendidos.

        Destaca-se que Jesus recomenda aos discípulos que eles atendam à multidão, segundo a necessidade que se apresentava.

        Eles não recusam fazê-lo mas ponderam que cada um, por sua vez, pouco disponha de recursos pessoais e espirituais para fazer frente à grandeza das necessidades.

        E o Mestre e Senhor leciona, perguntando: O que temos, vocês e Eu, para atendermos os padecimentos dos que aqui já estão e pelo que vieram em busca, para que, saciados, ao irem de retorno, não desfaleçam e caiam, sem forças, pelas veredas da existência de agora em diante?

        E completa: Deem-me do que vocês dispõem de melhor, por pouco que seja, e Eu completarei com o muito que Eu posso e, sob as graças do Pai, juntos poderemos muito mais. Então, pelas mãos de vocês, meus discípulos, os famintos em multidão serão alimentados.

        A migalha dos seus pães, peixes, recursos pessoais será suprida pelo milagre da multiplicação, que se deu e se dá tantas vezes quantas as necessárias, até que o mundo esteja saciado, em plenitude de espírito, em felicidade e paz.

        Eles estão aqui, vieram de muito longe, estão sem forças, sentados sobre a relva, esperam com ordem e paciência, o amparo Divino.

        As curas exteriores se deram naqueles que precisavam, no entanto, famintos do pão do Espírito, da Luz do Mundo, não podem sair de nosso lado sem o revigorante alimento d’alma.

        Espíritas, cristãos, religiosos de todas as crenças, homens de boa vontade, respondamos ao Celeste Amigo: Que temos para oferecer ao próximo? A multidão tem fome...

        Apresentemos ao Senhor da Vida um tijolo de amor, por migalha que seja, sempre dispostos ao trabalho em benefício do próximo, e sobre esse tijolo Ele erguerá o Reino de Paz sobre a Terra.

        É chegada a hora. Apresentemos os pães e peixes e participemos com o Sublime Médico de todas as almas, do milagre da multiplicação...

        E os que estamos enfermos e famintos, vamos ao encontro dEle, sem mais demora, pois Ele é o Caminho da Verdadeira Vida. Por Ele seremos curados e saciados...

“Editorial do jornal Mundo Espírita, Órgão de Divulgação da Federação Espírita do Paraná – Fevereiro de 2018, número 1603, Ano 85, Curitiba – Paraná.”

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Dê uma chance a você mesmo

Dê uma chance a você mesmo.

Talvez você tenha feito perguntas como estas:

        Quem sou eu? De onde vim ao nascer?  Para onde irei depois da morte? O que há depois dela?

        Por que uns sofrem mais do que outros? Por que uns têm determinada aptidão e outros não?

        Por que alguns nascem ricos e outros pobres? Alguns cegos, aleijados, débeis mentais, enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis? Por que Deus permite tamanha desigualdade entre seus filhos?

        Por que uns, que são maus, sofrem menos que outros, que são bons?

        No entanto, a maioria das pessoas, vivendo a vida atribulada de hoje, não estão interessadas nos problemas fundamentais da existência. Antes se preocupam com seus negócios, com seus prazeres, com seus problemas particulares. Acham que questões como “a existência de Deus” e “a imortalidade da alma” são de competência de sacerdotes, de ministros religiosos, de filósofos e teólogos. Quando tudo vai bem em suas vidas, elas nem se lembram de Deus e, quando se lembram, é apenas para fazer uma oração, ir a um templo, como se tais atitudes fossem simples obrigações das quais todas têm que se desincumbir de uma maneira ou de outra. A religião para elas é mera formalidade social, alguma coisa que as pessoas devem ter, e nada mais; no máximo será um desencargo de consciência, para estar bem com Deus.  Tanto assim, que muitos nem sequer alimentam firme convicção naquilo que professam, carregando sérias dúvidas a respeito de Deus e da continuidade da vida após a morte.

        Quando, porém, tais pessoas são surpreendidas por um grande problema, a perda de um entre querido, uma doença incurável, uma queda financeira desastrosa – fatos que podem acontecer na vida de todo mundo – não encontram em si a fé necessária, nem a compreensão para enfrentar o problema com coragem e resignação, caindo, invariavelmente, no desespero.

        Onde se encontra a solução?

        Há uma doutrina que atende a todos estes questionamentos. É o Espiritismo.

        O conhecimento espírita abre-nos uma visão ampla e racional da vida, explicando-a de maneira convincente e permitindo-nos iniciar uma transformação íntima, para melhor.

        Mas, o que é o Espiritismo?

        O Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos Superiores, através de médiuns, e organizada (codificada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec, no século XIX.

        O Espiritismo é, ao mesmo tempo filosofia, ciência e religião.

        Filosofia, porque dá uma interpretação da vida, respondendo questões como “de onde eu vim”, “o que faço no mundo”, “para onde irei depois da morte”.  Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia.

        Ciência, porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos, os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica. Não existe o sobrenatural no Espiritismo.

        Religião, porque tem por objetivo a transformação moral do homem, revivendo os ensinamentos de Jesus Cristo, na sua verdadeira expressão de simplicidade, pureza e amor. Uma religião simples sem sacerdotes, cerimônias e nem sacramentos de espécie alguma. Sem rituais, culto a imagens, velas, vestes especiais, nem manifestações exteriores.
       
          E quais são os fundamentos básicos do Espiritismo?

        A existência de Deus que é o Criador, causa primária de todas as coisas. A Suprema Inteligência. É eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom.

        A imortalidade da alma ou espírito. O espírito é o princípio inteligente do Universo, criado por Deus, para evoluir e realizar-se individualmente pelos seus próprios esforços. Como espíritos já existíamos antes do nascimento e continuaremos a existir depois da morte do corpo.

        A reencarnação. Criado simples e sem nenhum conhecimento, o espírito é quem decide e cria o seu próprio destino. Para isso, ele é dotado de livre-arbítrio, ou seja, capacidade de escolher entre o bem e o mal. Tem a possibilidade de se desenvolver, evoluir, aperfeiçoar-se, de tornar-se cada vez melhor, mais perfeito, como um aluno na escola, passando de uma série para outra, através dos diversos cursos.  Essa evolução requer aprendizado, e o espírito só pode alcançá-la encarnando no mundo e reencarnando, quantas vezes necessárias, para adquirir mais conhecimentos através das múltiplas experiências de vida. O progresso adquirido pelo espírito não é somente intelectual, mas, sobretudo, o progresso moral.
 
        Não nos lembramos das existências passadas e nisso também se manifesta a sabedoria de Deus. Se lembrássemos do mal que fizemos ou dos sofrimentos que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente.  Pois, muitas vezes, os inimigos do passado hoje são nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos que, presentemente, se encontram junto de nós para a reconciliação. A reencarnação, desta forma, é a oportunidade de reparação, assim como é, também, oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução espiritual. Pelo mecanismo da reencarnação vemos que Deus não castiga. Somos nós os causadores dos próprios sofrimentos, pela lei de “ação e reação”.

        Todavia, nem todas as encarnações se verificam na Terra. Existem mundos superiores e inferiores ao nosso. Quando evoluirmos muito, poderemos renascer num planeta de ordem elevada. O Universo é infinito e “na casa de meu Pai há muitas moradas”, já dizia Jesus.

        A comunicabilidade dos espíritos. Os espíritos são seres humanos desencarnados e continuam sendo como eram quando encarnados: bons ou maus, sérios ou brincalhões, trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, verdadeiros ou mentirosos. Eles estão por toda parte. Não estão ociosos. Pelo contrário, eles têm as suas ocupações. Através dos denominados médiuns, o espírito pode comunicar-se conosco, se puder e se quiser.

        A comunicação se dá de conformidade com o tipo de mediunidade, sendo as mais conhecidas: pela fala (psicofonia), pela escrita (psicografia), pela visão (vidência) e a intuição, da qual todos guardamos experiências pessoais.

        Como o Espiritismo interpreta o Céu e o Inferno?

        Não há céu nem inferno. Existem, sim, estados de alma que podem ser descritos como celestiais ou infernais. Não existem também anjos e demônios, mas apenas espíritos superiores e espíritos inferiores, que também estão a caminho da perfeição – os bons se tornando melhores e os maus se regenerando.

        Deus não esquece de nenhum de seus filhos, deixando a cada um o mérito das suas obras. Somente desta forma podemos entender a Suprema Justiça Divina.

        Por que o Espiritismo realça a caridade?

        Porque fora dos preceitos da verdadeira caridade, o espírito não poderá atingir a perfeição para a qual foi destinado. Tendo-a por norma, todos os homens são irmãos e qualquer que seja a forma pela qual adorem o Criador, eles se estendem as mãos, se entendem e se ajudam mutualmente.
       
             Por que fé raciocinada?

        A fé sem raciocínio não passa de uma crendice ou mesmo de uma superstição. Antes de aceitarmos alguma coisa como verdade, devemos analisa-la bem. “Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.” (Allan Kardec)

        E onde podemos encontrar mais esclarecimentos sobre o Espiritismo?

        Começando pela leitura dos livros de Allan Kardec:

        O LIVRO DOS ESPÍRITOS. O livro básico da Doutrina Espírita. Contém os princípios do Espiritismo sobre a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida futura e o porvir da humanidade.

        O LIVRO DOS MÉDIUNS. Reúne as explicações sobre todos os gêneros de manifestações mediúnicas, os meios de comunicação e relação com os espíritos, a educação da mediunidade e as dificuldades que eventualmente possam surgir na sua prática.

        O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. É o livro dedicado à explicação das máximas de Jesus, de acordo com o Espiritismo e sua aplicação às diversas situações da vida.

        O CÉU E O INFERNO, denominado também “A Justiça Divina Segundo o Espiritismo”. Oferece o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual. Coloca ao alcance de todos o conhecimento do mecanismo pelo qual se processa a Justiça divina.

        A GÊNESE. Destacam-se os temas: Existência de Deus, origem do bem e do mal, destruição dos seres vivos uns pelos outros, explicações sobre as leis naturais, a criação e a vida no Universo, a formação da Terra, a formação primária dos seres vivos, o homem corpóreo e a união do princípio espiritual à matéria. Você poderá ler, ainda, os livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco, Yvonne Pereira, José Raul Teixeira, etc. e os livros de Léon Denis, Gabriel Delanne e de tantos outros autores, encontrando-se entre eles estudos doutrinários, romances, poesias, histórias e mensagens de alento. 

        Depois desta simples leitura, você poderá ter dúvidas e perguntas a fazer. Se tiver, é bom sinal. Sinal que você está procurando explicações racionais para a vida. Você as encontrará lendo os livros indicados acima e procurando uma Sociedade Espírita seguramente doutrinária e indiscutivelmente Espírita. A Federação Espírita do Paraná e as Uniões Regionais Espíritas poderão fornecer a relação de Sociedades Espíritas de sua localidade.

        Pense nisso. Pense agora.

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Ensinamentos extraídos de folheto elaborado pela Federação Espírita do Paraná. www.feparana.com.br; e-mail: fep@feparana.com.br;  momento.com.br; mundoespirita.com.br